Inteligência Artificial cria mais empregos do que elimina, aponta relatório global
Estudo do Fórum Econômico Mundial revela que, ao contrário do temor inicial, a IA está gerando novas categorias de trabalho e transformando profissões existentes.
Um novo relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF) publicado esta semana contraria a narrativa dominante dos últimos anos: a inteligência artificial está criando mais postos de trabalho do que eliminando, ao menos no curto prazo.
Os números
O estudo, que analisou dados de 55 países e mais de 1.000 empresas, aponta que:
- 12 milhões de novos empregos foram criados diretamente pela IA nos últimos 24 meses
- 8 milhões de postos foram automatizados ou eliminados no mesmo período
- O saldo líquido positivo é de 4 milhões de empregos globalmente
As profissões que mais crescem
Entre as categorias que mais cresceram com a expansão da IA:
- Engenheiros de prompt e especialistas em IA generativa: demanda cresceu 340%
- Analistas de dados de saúde: hospitais e planos de saúde investem em diagnóstico assistido por IA
- Auditores de sistemas de IA: regulamentações em 40 países exigem revisão humana de decisões automatizadas
- Criadores de conteúdo especializado: a demanda por conteúdo humano autenticado aumentou frente ao conteúdo gerado por IA
O cenário brasileiro
No Brasil, o impacto segue tendência global, mas com particularidades regionais. O setor de agronegócio lidera a adoção de IA para monitoramento de safras e previsão climática, gerando novos perfis técnicos no interior do país.
Em Belém do Pará, a Universidade Federal do Pará (UFPA) anunciou três novos cursos de extensão em IA aplicada à bioeconomia amazônica, com 200 vagas para 2026.
O que muda nas profissões existentes
O relatório também destaca que 65% das profissões atuais terão ao menos 30% de suas tarefas transformadas pela IA até 2028 — o que não significa extinção, mas requalificação.
Advogados, médicos, professores e engenheiros estão entre as categorias que mais investem em capacitação para trabalhar com ferramentas de IA como colaboradores, não substitutos.
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